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Os 3 anos

Os 3 anos da Mar está chegando. Chegando mesmo, segunda feira é o aniversário dela. Um marco muito importante.


Hoje ela pediu água e disse que queria colocar. Ela puxou o banquinho subiu e quando vi ela estava enchendo 2 copos até a boca de água. Meu primeiro impulso foi chamar a atenção dela, mas me segurei e perguntei com tom calmo e realmente curioso: “o que você tá fazendo Mar?” E ela toda animada começou a falar rápido, tentando buscar as palavras, gaguejando e gesticulando que tinha colocado um copo de água pra ela, um pro Joaquim e me mostrou a garrafinha da Aurora:“e esse pra Aulola”.


Eu fiquei muito feliz de segurar meu impulso, abracei ela e falei: ” você foi muito gentil Mar”. Ela sorriu desceu do banco e falou: “vixi, falta o copo do papai e um pra mamãe.” Kkk
Eu agradeci e falei que não precisava, que eu tomava com ela e o Dinho com o Joaquim, por que tinha muita água ali pra todo mundo. Ela gostou. Levou a água pra Aurora que sorriu e pro Joaquim que estava jogando bola na sala e agradeceu bem contente: “estava com sede mesmo Mar.”
E eu perguntei como ela estava de sentindo e ela disse que “muuto filiz”. Kkkk
Fiquei admirando!!

A chegada dos 3 anos, pelos olhos da Antroposofia é mais ou menos a data que temos a chegada do “Eusinho” ( o EU mesmo seria nos 21, mas isso falamos em outro post). Perto dessa idade a criança para de falar em terceira pessoa ” a Martina quer” e começa a falar ” Eu quero”. E esse querer realmente vem forte. “Quem sou eu além das regras, nãos e direcionamentos dos meus pais? Até onde consigo ir?


Como dar conta dessa energia da vontade que é muito forte e que eu me sinto capaz de persistir nela?


Muitas vezes nessa idade a criança que era “obediente” passa a desobedecer. Quebra regras e padrões se tem muita vontade de fazer algo. É o momento em que ela se permite ir mais além daquilo que foi colocado pra ela.


É preciso aprender a lidar com essa vontade própria, de um Eu, de perceber-se individual, forte de um jeito só seu.


Desafiante para nós pais: entender, acolher, admirar e continuar direcionando e orientando no que realmente é importante. E sair dos padrões de broncas e imposições.


Martina está crescendo, única!

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